Ex-Bota encantou na estreia, teve Cuca “paizão”, mas parou aos 27 anos

26/05/2017 - Reportagem: Globoesporte.com


Vitor Castrou chegou ao Botafogo em 2003 e deixou o clube em 2009 (Foto: Arte/ Arquivo Pessoal)

Vitor Castro parecia viver um sonho no dia 1º de março de 2007. No ápice das emoções, encantava o Maracanã em sua estreia com a camisa do Botafogo, comandado à época pelo hoje consagrado técnico Cuca, do Palmeiras. Entrou no segundo tempo na vaga de Jorge Henrique para ter uma boa participação na vitória por 5 a 2 diante do CSA, pela Copa do Brasil.

Tudo aquilo de fato aconteceu. Mas ficou para trás na vida e apenas vaga na memória do ex-atacante, que admite, 10 anos depois, que a ficha caiu. A realidade há tempos é outra.

Vitor Castro não conseguiu engrenar com a camisa do Botafogo após ter sido alvo de elogios após aquela partida, até mesmo da diretoria. Decidiu encerrar a carreira aos 27 anos após uma lesão no joelho e passagens sem sucesso por times de menor investimento no Brasil, pelo futebol da Suécia e do Congo. Agora, aos 29, trabalha numa gráfica e toca a vida em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

– Eu já cai na real. A real é essa. Hoje já levo a minha vida sem ser atleta, mais de trabalhador. Minha família sempre me apoiou. Só uns amigos que tiram um sarro às vezes. Mas eu não sou o último e nem o primeiro que vai passar por isso – disse o jogador, que recorda a ligação com Cuca naquele momento.

– Ele sempre tratou bem quem subia da base. Ele era um paizão para mim. Ele me dava muita confiança, muita moral na preleção e em tudo. Pena que o momento do time era muito bom e não tínhamos brecha.

Vitor Castro chegou ao Botafogo em 2003. A primeira subida ao time profissional aconteceu três anos depois, com o técnico Carlos Alberto de Carvalho. A primeira oportunidade, no entanto, veio no ano seguinte, sob o comando de Cuca. Disputou seis partidas na equipe principal do Alvinegro, sem marcar gols. Na primeira delas, diante do CSA, quando viveu uma história das mais inusitada no maior palco do futebol brasileiro.

– Os caras me zoavam porque, na estreia, eu vomitei uma panqueca. Foi no jogo contra o CSA, no Maracanã. Os caras ficaram me zoando. Foi no gramado mesmo. Até hoje ficam me zoando, os amigos mais próximos – recorda, aos risos.

Depois do episódio, chegou a receber oportunidades durante o Brasileirão de 2007, mas caiu no esquecimento. No ano seguinte, empréstimo para o Orebro, da Suécia, levado pelo ex-zagueiro do Botafogo e da seleção brasileira, Gonçalves. No retorno ao Brasil, nova passagem pela base e empréstimo ao Itumbiara. Viu o sonho de deslanchar pelo Alvinegro ir embora com a rescisão de contrato em 2009. A partir daí, começou a rodar: Ponte Preta, Boavista-RJ, Tuna Luso e Ceres, onde decidiu que era o momento de parar.

– Acho que decidi parar mais depois que a minha filha nasceu. Time pequeno atrasa muito salário, aí você não vai com aquela vontade, vai te desanimando. Há dois anos, eu tive um problema na cartilagem do joelho direito, na época do Ceres. Fiquei sentindo, depois agravou. Aí larguei. Tinha 27 anos.

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